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Inteligência de negócio aplicada ao serviço de atendimento

BUSINESS

Por Rafael Palma e Adão Lopes

O cliente ao procurar um serviço de atendimento busca esclarecimentos e soluções para diversos problemas relacionados aos produtos e serviços que utiliza ou consome. Nesse setor é comum gerentes, coordenadores e supervisores tentarem desesperadamente aumentar a produtividade, melhorar o desempenho dos colaboradores, a qualidade dos serviços, e, principalmente, resolver problemas ligados a um emaranhado de necessidades dos clientes e variáveis conflitantes da operação.

Por que isso acontece? Como podemos utilizar o fluxo de eventos deste setor de maneira inteligente? Será possível maximizar acertos e diminuir o desencontro com o cliente? Fazer com que os colaboradores tomem decisões assertivas, atingindo satisfação de ambos sem pressão? Isso não é para amadores!

Sabemos que todos os dias o setor de atendimento das empresas recebe muitos dados vindos de diversos canais como: e-mails, sistemas, chats, portais, centrais telefônicas, etc. A maioria das vezes esses dados são apenas armazenados ou até descartados, pois parecem não ter importância, e é exatamente nesse ponto que a grande maioria das empresas falha em entender o que acontece de fato.

Todos esses dados podem ser coletados, armazenados, organizados, analisados, compartilhados e monitorados de maneira inteligente. Assim eles são transformados em riquíssimo conhecimento para toda empresa. Para realizar essa tarefa usamos a Inteligência de Negócio ou Business Intelligence (BI), um poderoso método para melhorar o presente e prever o futuro, auxiliando com precisão a tomada de decisão.

O termo Business Intelligence, foi criado em 1865 por Richard Millar Devens em “Cyclopaedia of Commercial and Business Anecdotes”, com intuito de descrever como um bancário lucrou, agindo com base em informações recuperadas do ambiente antes da concorrência.

Com o passar dos anos, e o avanço das tecnologias de computação, o BI tornou-se uma ferramenta integrada trazendo resultados rápidos como gráficos e painéis analíticos e sintéticos, tudo isso de forma online. O BI proporciona uma visão que facilita e agiliza a tomada de decisão do gerente, e do próprio colaborador da operação no dia a dia, através de painéis detalhadas. Exemplos disso são:

  1. Painéis com as horas do dia que os chamados se acumulam.
  2. Quantidade de colaboradores ativos ou ausentes por período.
  3. Quantidade de chamados tratados por colaborador, para medir performance e nível de treinamento.
  4. Tipos de chamados de por nível de complexidade e por colaborador.
  5. Tempo de espera de um cliente para um atendimento.
  6. Nível de satisfação e resolução total da necessidade do cliente.

Agora imagine tudo isso em uma TV ou monitor de frente para a equipe com as informações acontecendo em tempo real, melhor ainda, se uma sonorização for incluída quando a situação estiver realmente grave. Ferramentas e métodos de BI podem auxiliar o colaborador e o gestor do departamento a reagir muito mais rápido e quase que em tempo real.

Deixamos aqui alguns exemplos, agora existe uma infinidade de informação pronta para se transformar em conhecimento que agrega valor ao cliente, reduz custo, aumenta a competitividade e muda a performance da empresa. Quem não deseja fazer mais com menos, melhorar a qualidade dos serviços, estar um passo à frente no mercado em que atua? Utilizar métodos com este é uma grande estratégia para melhorar a inteligência nos negócios. Nas palavras de John Ruskin: “A qualidade nunca se obtém por acaso; ela é sempre o resultado do esforço inteligente”.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

Rafael Palma é pós graduando na Uniararas.

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Nova Nota Técnica altera codificação de produtos em NF-e demandando alteração na emissão de notas

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Varitus Brasil, empresa especialista no assunto, está orientando seus clientes sobre como fazer a alteração que passa a vigorar em março

De acordo com a nova NT2016/01, a SEFAZ (Secretaria da Fazenda) passará a rejeitar notas as NF-e (Notas Fiscais Eletrônicas) que não possuírem seus produtos codificados de acordo com a nova Tabela de Unidades de Medida Tributáveis no Comércio Exterior. Para prontamente atender a essa alteração, a Varitus Brasil, empresa de tecnologia especializada em documentação eletrônica, já está orientando seus clientes sobre como regularizar seus cadastros. O teste com a nova norma começou em fevereiro de 2017 e entrará em produção em 6 de março do mesmo ano.

A tabela com o novo código tem como objetivo adequar as NF-e brasileira ao Projeto do Portal Único do Comércio Exterior. A ideia é que as unidades de medida sejam padronizadas de forma global conforme o código NCM (Nomenclatura Comum do MERCOSUL). Ele possui oito dígitos e qualquer mercadoria importada ou comprada no Brasil deve tê-lo na sua NF-e, a partir de agora.

Para quem emite notas de forma automática através de um sistema como o da Varitus, o NOTAFAZ, é preciso realizar uma alteração no cadastro do produto para que a partir da próxima nota emitida ele já entre na norma. Como há regras envolvendo cada um dos oito dígitos é preciso atenção. “A tabela está disponível no site da SEFAZ, mas pretendemos explicar os procedimentos para os clientes da Varitus na nossa nova área de treinamentos”, conta Adão Lopes, CEO da Varitus.

O sistema é utilizado por mais de 190 países, e cada dígito dele representa uma característica envolvendo o produto, mantendo assim uma classificação detalhada da mercadoria apenas pelo código numérico. A base são as unidades recomendadas pela Organização Mundial de Aduanas (OMA), a única organização internacional intergovernamental que trata de procedimentos aduaneiros referentes ao comércio entre os países.

A OMA busca melhorar a eficácia e eficiência das atividades de recolhimento de receitas, proteção ao consumidor, defesa do meio ambiente, combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, entre outras. A Secretaria da Receita Federal do Brasil representa nosso país no órgão, com apoio do Ministério de Relações Exteriores.

É preciso que o empresário que trabalha emitindo notas fique atento às medidas tomadas pela empresa responsável pelo seu software de emissão, pois a mudança é recente e nem todos podem estar se adequando prontamente. Mais informações podem ser acessadas na área de treinamento da Varitus e no site da SEFAZ.

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Tecnologia

BI não é apenas para as empresas

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Por Adão Lopes e Flávia Bech Tosati

Uma pesquisa rápida pela internet e não se encontra autores falando sobre um BI (Business Intelligence) para a vida pessoal das pessoas, somente se aplica esse conceito sobre as organizações, enfatizando seus benefícios e melhorias empresariais.

O BI é criar um ambiente com informações coletadas de diversas fontes de dados, sendo que esses possam ser manuseados e analisados estrategicamente para a tomada de decisão de um determinado negócio.

Então o que a vida pessoal tem haver com a inteligência de negócio? Tudo. Na vida pessoal precisam-se tomar decisões, organizar e administrar tarefas e tempo, traças estratégicas para alcançar um objetivo, entre outras coisas, ou seja, a vida nada mais é que um grande negócio.

Por exemplo, pode-se montar um BI a partir de uma agenda pessoal para otimizar e organizar o tempo e as tarefas durante um dia, uma semana, um mês e até mesmo um ano, pois uma fonte de informações pode ser qualquer coisa que mostre dados relevantes para um respectiva tomada de decisão.

Coloque em uma planilha ou em um simples pedaço de papel todas as atividades, o que será feito durante uma semana, preencha os horários e o tempo gasto com cada uma. Em seguida, crie uma classificação e uma prioridade. Por fim, analise todas as informações para encontrar um padrão e/ou atividades que se pode fazer ao mesmo tempo, pois assim otimiza-se o tempo e gera-se ganho, como por exemplo, correr ou caminhar escutando áudios para aprender/treinar uma nova língua.

Visto que a vida pessoal é igual a uma empresa, onde o administrador é o próprio individuo, o BI pode ser aplicado neste contexto simples sem maiores problemas, onde pode-se ter diversos benefícios como, por exemplo, a otimização e organização do próprio tempo. Sendo assim, ele não se limita apenas para as organizações, e sim, pode ser usado em diversos contextos.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

Flávia Bech Tosati é pós graduando na Uniararas.

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ComércioTecnologia

Business Intelligence e ITIL: uma aliança de métodos para gerência de TI

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Por Adão Lopes e Lucas Augusto Rocini

Visando aumentar a eficiência dos serviços de tecnologia, o ITIL, conjunto de práticas para gerência de serviços de TI, prevê, entre outras coisas, a organização e classificação de requisições e incidentes solicitados para a TI, visando com isto um melhor controle e aumento de performance.

Com várias interações ocorrendo diariamente, gerando vários registros no banco de dados, como saber como e onde focar para extrair a informação capaz de gerar a vantagem competitiva?  É nesta parte que o BI tem sua aplicabilidade. Ele se utiliza de diversos métodos e ferramentas para analisar a informação em detalhes e em dimensões que não se conseguiria alcançar normalmente com o sistema que controla a operação.

Como o ITIL recomenda, a catalogação de todas as interações (requisições e incidentes dos serviços de TI) deve conter certas informações a serem registradas sobre a interação até que a mesma seja finalizada. Com isto, o volume da carga de dados gerado fica sendo muito alto. Este alto volume de dados pode ser tratado e analisados através do BI, com metodologias e ferramentas próprias, gerando resultados que auxiliarão na tomada de decisão.

Por exemplo, analisando com uma abordagem dimensional, alguns dados comumente presentes em todas as interações, como requisitante, analista, tipo de interação, tempo de resposta, tempo de resolução e reincidências, podemos responder certas perguntas. Elas são: “Qual analista teve a maior quantidade de interações com reincidências?”, ou “Quantas interações do tipo X tiveram tempo de resposta superior a um dia?”.

Nestes dois casos, obtendo estas respostas certamente será possível identificar certos gaps, que dificilmente seriam percebidos sem esta análise de BI. É com essa informação que pode levar à tomadas de decisão mais precisas e concisas. Portanto, pode-se afirmar que uma base de dados baseada em ITIL, referente ao gerenciamento das interações dos serviços de TI, contém muita riqueza de informações à serem exploradas.

Para esta exploração é indispensável uma análise com BI agindo como auxílio, promovendo que a grande quantidade de dados, possibilite gerar vantagem competitiva para a empresa.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

Lucas Augusto Rocini é pós graduando na Uniararas.

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Solucionar problemas: software para emissão de nota fiscal oferece solução completa

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Por Adão Lopes

Abrir um negócio é uma tarefa que vai além do conhecido processo de empreender. Uma das primeiras coisas que se deve ter em mente é justamente o propósito, também conhecido como core business. Uma nova empresa, que pretende ter sucesso, deve solucionar um problema do mundo real.

Quando comecei a pensar em iniciar a Varitus encontrei esse problema na complicação documental do nosso país. A burocracia envolvendo documentos fiscais é muito grande. O Brasil é um dos países que mais tem variedade de tributos e documentos que precisam ser emitidos e armazenados constantemente. Por isso, a prestação de contas para diversos processos e tipos de negócio é uma das tarefas mais importantes em toda a cadeia de gestão da empresa.

O problema era que mesmo em soluções pagas, não se encontra um software que emita todos os documentos em uma única plataforma, quem dirá de forma simples e intuitiva. NF-e, MDF-e, CT-e, NFC-e, NFS-e são só alguns dos documentos que precisam de emissão, conforme o ramo de atividade da empresa. Além disso, ainda temos o problema da falta de integração com outras plataformas de gestão.

As informações vêm de vários softwares diferentes o que dá margem a erros humanos na transferência de informação, perda de dados, sem contar a complicação que gera novos processos que tomam tempo e dinheiro da empresa. Várias desenvolvedoras criam softwares ERP personalizados, mas quando chegam na parte de documentos fiscais não conseguem aderir a todos os emissores, pois eles não foram feitos pensando em complementar, e sim em ser exclusivos.

O core businesses deles nasceu de forma que só soluciona um problema, ou as vezes a empresa só existe para dar lucro, não para ser útil. O grande problema dessas ferramentas é justamente que elas não são feitas pensando no usuário, são feitas pensando no patrimônio da empresa, na solução única daquele problema, aquele documento, sem possibilitar flexibilidade na hora de lidar com negócios variados.

O problema aumenta quando falamos de um escritório de contabilidade que faz isso para diversos clientes diferentes. Quando criávamos o NOTAFAZ, aqui na Varitus, nós focamos nosso planejamento em resolver esses problemas. Não adiantava criar algo que fosse ser mais do mesmo, e também não podíamos criar algo que fosse muito caro ou de difícil uso. Foi com certeza uma tarefa difícil, mas tivemos êxito.

Emitir todos os tipos de documentos, atualizar a legislação, fazer um software que se integrasse a qualquer ERP, garantindo completude que nos permitisse parcerias com software houses, e ainda fazer isso de forma que com poucos cliques os usuários não precisassem mais se preocupar com essa parte burocrática e cansativa do processo de gestão. Foi justamente isso que entregamos.

Posso dizer sem sombra de dúvida que foi um trabalho gratificante, justamente por que o fizemos para ajudar os empreendedores, não para criar um produto a mais para o mercado. Essa é a visão que o empresário deve ter na hora de abrir um negócio. Diminuir a burocracia das empresas foi o meu target.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

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Tecnologia

Como facilitar o desenvolvimento de softwares

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Por Adão Lopes

Muitos já afirmam que programação de softwares é algo base para qualquer profissão atualmente. Isso porque os softwares estão em toda parte dos famosos negócios disruptivos, como fintechs ao estilo NuBank, aplicativos de compartilhamentos como UBER, aos mais simples eletrodomésticos. Tudo gira em torno da inteligência ofertada através de aplicações para os mais diversos nichos. Desenvolver um software é colocar no mundo real a possibilidade de uma ideia genial que conversa com o momento tecnológico do mundo.

Tudo está em programas, da vida pessoal à profissional. É uma época digital e isso é o natural, que se nasça fora do meio físico. Um excelente exemplo é que não se pode mais emitir notas fiscais em grande parte do país sem uma solução digital. Isso é o básico da legalidade fiscal para qualquer negócio. Sendo assim é preciso ter e desenvolver soluções, e em um mundo onde tecnologia e conhecimento são caros, é preciso ser estratégico para que nada custe mais do que o inevitável.

Sendo assim é preciso fazer o que for possível para facilitar o desenvolvimento de softwares. Tornar a realidade da empresa viável. Já não bastam ferramentas de programação mais práticas, poderosas ou de fácil interação. Na verdade a linguagem é o menor detalhe. A lógica é o que importa e a criação dessa lógica é o que torna tudo mais trabalhoso e custoso, pois demanda profissionais de alto rendimento.

Esse é um investimento indispensáveis, a inteligência por traz da máquina. Sendo assim os cortes tem de se direcionar a outros pontos como os métodos de produção. Metodologias ágeis são um dos modos de facilitar a criação de um programa. Ela não atua somente na parte de codificação, mas em todos os processos que melhoram o andamento e performance da equipe. Para realizar isso é possível contratar uma consultoria ou especialistas que consigam pensar “fora da caixa” pelo panorama do profissional de TI.

As reduções, no tempo de trabalho e custo de produção, são uma facilidade que atinge muito além dos da empresa. Ter um desenvolvimento menos custoso te permite baratear o produto e suas chances de inovar e ser competitivo. Há a oportunidade de ser disruptivo em um mercado sedento por inovação.

É possível, também, terceirizar alguns serviços, tanto para a parte de gestão do projeto, quanto para a produção de partes do produto. Nas empresas clientes, preza-se pelo uso da menor quantidade de ferramentas possíveis para controlar todos os processos da empresa. Isso ajuda a reduzir custos, inclusive, dos clientes. Sendo assim, muitas ferramentas precisam, idealmente, conversar de forma automática.

Uma solução é que seu software já realize todas as tarefas. Se o seu diferencial é uma parte do todo, o ideal é fazer parcerias com empresas que desenvolvem softwares que podem ser agregados ao seu. Isso poupa esforços de desenvolvimento e ainda é possível aproveitar o melhor de cada negócio, garantindo a seu cliente algo de muito mais qualidade.

Com isso é possível focar sua empresa no desenvolvimento de diferenciais importantes, algo que te permite grandes mudanças no seu próprio mercado. O software desenvolvido terá foco no que é novo e importante e não no que é lugar comum para as outras empresas. O uso de módulos agregados permite completude e é a chave colaborativa para negócios que atinjam mais pessoas. Podem parecer dicas pequenas, mas unidas essas ações fazem toda a diferença na criação de uma nova plataforma. Aproveitar o que já existe é primordial, assim como se esforçar em pontos chave.

Parcerias não faltam e adotar a estratégia é o primordial, inclusive na hora de tornar seu produto possível de novas alianças entre desenvolvedores. É realmente uma época de colaboração, e não apenas de competição.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

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Tecnologia

Sem sinal: como a falta de acesso à internet está limitando o desenvolvimento e gestão do país

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Por Adão Lopes

Recentemente entidades representativas de produtores rurais estiveram em discussão com membros do governo federal, pedindo o adiamento da obrigatoriedade da adoção da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição ao Talão do Produtor Rural. A data anterior, de 1º de outubro de 2016, foi substituída por 31 de março de 2017. Isso por que esses produtores enfrentam um problema de infraestrutura: a falta de acesso à internet.

A adoção da NF-e é um processo de extrema importância para o governo federal. Atualmente são mais de 8 milhões de notas emitidas ao ano, um custo de cerca de R$ 3,5 milhões/ano na confecção e distribuição das guias em papel para os produtores rurais de todo o país. Os valores pesam nos cofres públicos e a mudança para a versão eletrônica eliminaria esses gastos, além de tornar a emissão e gestão do próprio agricultor algo mais seguro e ágil, já que eles tinham de ir até as prefeituras retirar e entregar os talões, e ainda armazenar sua guia por cinco anos em um material perecível que é o papel.

Apesar disso, a falta de antenas e repetidores de operadoras de internet nessas regiões afastadas impossibilita o produtor de adotar o modelo, sem contar os inúmeros problemas que envolvem não estar conectado à internet nos tempos atuais. A questão é que não basta adiar a data da obrigatoriedade. É preciso aproveitar a economia advinda da adoção do modelo de NF-e e investir em infraestrutura. Isso seria benéfico para as comunidades rurais de muitas maneiras, mas acima de tudo, permitiria adiantar o programa de NF-e em todo o país.

A orientação atual é que os produtores, independente do valor da nota, ou do produto comercializado, portadores de CNPJ, devem buscar uma solução de emissão própria, gratuita ou paga para emitir as notas, e o produtor pessoa física deve emitir notas avulsas via o site da Secretaria da Fazenda.  É importante lembrar também que os produtores rurais pessoa física dependem de habilitação via certificado digital, disponível no mercado ou via algum dos bancos que a disponibilizem como o Banrisul, para terem acesso à Nota Fiscal Eletrônica avulsa. Portanto, para operações interestaduais, deverá antecipadamente buscar as informações necessárias para habilitar-se à emissão da NF-e.

Já não é possível ficar off-line. O próprio progresso e sucesso de bons modelos de gestão dependem de uma base de comunicações. As conversas com entidades representativas e o governo tem limites de negociação se não houver uma real mudança que afete o tratamento dado a essas regiões. Uma importante parte da economia nacional, para consumo e exportação, depende dessas regiões. Não dar atenção a isso é dar um tiro imenso no pé, principalmente considerando que o Brasil é um dos grandes produtores rurais que ainda restam no mundo.

Adão Lopes é CEO da Varitus Brasil.

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Desenvolvimento ágil de software: o mercado tecnológico como ele é e precisa ser

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Por Adão Lopes

Muitos profissionais de tecnologia já estão familiarizados com o termo desenvolvimento ágil de software. Para os novatos, o método ágil é um conjunto de metodologias de desenvolvimento de software que providencia uma estrutura conceitual para reger projetos de engenharia de software. Mas qual sua diferença dos tradicionais métodos de desenvolvimento, como o cascata?

A ideia do desenvolvimento ágil é deixar de lado o peso excessivo da regulamentação, regimentação e micro gerenciamento usando o modelo em cascata para desenvolvimento. O cascata sempre foi muito burocrático, lento e contraditório. As documentações levavam mais tempo para serem produzidas do que o software, e elas sempre pareciam um retrabalho absurdo aos olhos dos programadores.

Claro que não deixamos de usar documentação, mas os processos mudaram muito, principalmente por conta do Manifesto Ágil, documento lançado em 2001 que reunia os princípios da prática. Alguns deles são Scrum, Crystal Clear, Programação Extrema, Adaptive Software Development, Feature Driven Development e o Dynamic Systems Development Method.

Muito disso se tornou possível graças ao advento da programação orientada a objeto. Poder trabalhar trechos separados de código já ajudava demais na maneira como os problemas eram identificados, concertados, e modificações implementadas. A ideia do desenvolvimento ágil é a sua adaptabilidade.

Poder alterar informações e regras cruciais sem ter de rever o código todo, se utilizando de uma metodologia que prima pela adaptação, garante que a empresa esteja apta a se modificar imediatamente, mantendo a competitividade em um mercado que é tão desleal quanto o de desenvolvimento.

As coisas mudam muito rápido no mercado tecnológico. Ele precisa ser assim. A tecnologia se desenvolve a um nível exponencial. Aplicativos como o Watson, da IBM, era coisa de ficção científica há alguns anos. Hoje, chegamos perto da realidade virtual e da AI.

O desenvolvimento ágil não é só um método, ele é um reflexo de uma geração. Empresas que o adotam são aquelas destinadas a sobrevivência no mercado de TI. A tecnologia é aliada, foi criada para facilitar. Vale a pena considerar esse fator na hora de contratar qualquer software, desenvolvedora ou serviço.

Saber se quem você está contratando está apto a resolver problemas de forma rápida, diz muito sobre o serviço que você terá. Softwares que precisam de atualização constante, não podem ser feitos de outra maneira – não nos dias atuais, com até milhares de linhas de código publicado. Lembre-se disso na hora de contratar uma empresa TI.

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Tecnologia

Varitus Brasil firma parceria com software houses no desenvolvimento de ERPs

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Aliança permite que softwares se adequem a cada tributação particular dos mais de 5 mil municípios brasileiros

Há cerca de um ano, a Varitus Brasil, empresa inovadora que atua em soluções rápidas para TI, identificou a oportunidade de firmar parcerias com softwares houses a fim integrar seu sistema a ERPs customizados. Hoje já são mais de 20 parceiros nessa área.

Ao desenvolver um ERP, não é possível desconsiderar sua interface tributária. Emissão e controle de notas faz parte de qualquer negócio. O problema é que o custo de desenvolvimento dessas interfaces é muito alto, além de precisar de constante atualização, pois as regras tributárias mudam constantemente. O pior é quando a empresa vende e compra de municípios diferentes, pois cada um tem um valor específico para sua tributação.

Foi para sanar esse problema que a parceria surgiu. O sistema de gerência, emissão e armazenamento de notas da Varitus, o NOTA FAZ, realiza esse processo por meio de uma API integrada ao ERP desenvolvido pelas software houses. O custo de desenvolvimento cai drasticamente, a qualidade e garantia é mantida. Os clientes, sobretudo contadores, são os que mais ganham com isso.

A personalização baseada em cada peculiaridade vem principalmente devido às regras de tributação para Nota Fiscal de Serviço. “Com a utilização da API, o sistema da Varitus funciona integrado ao ERP, e possui uma interface única, com valores atualizados automaticamente. O usuário não precisa fazer mais nada, não há interferências nos processos diários”, conta Adão Lopes, CEO da Varitus.

O custo do ERP diminui para o cliente final, que na maioria das vezes é um contador de um escritório que faz a contabilidade de várias empresas. “Como a solução atende ao Brasil todo, as limitações são inexistentes e acaba sendo uma vantagem para todos os envolvidos, pois desenvolver do zero algo do porte da solução que oferecemos com a API, é realmente muito caro. Um valor que seria repassado ao cliente e só afastaria essa automação de empresas menores”, conclui Lopes.

Vale ressaltar que a solução da VARITUS também funciona de forma independente para aqueles que só precisam manter uma boa gestão de notas.

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Tecnologia

Armazenamento fiscal em nuvem: uma solução de alta segurança com redução de custo

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Crise econômica, corte de pessoal e redução de investimentos. Em um cenário assim, é comum às empresas buscarem alternativas para reduzir custos. Uma das soluções que tem despontado nesse momento é a tecnologia de cloud computing (armazenamento em nuvem), que faz muito mais do que simplesmente guardar informações fora de servidores físicos, ela muda a lógica de gastos e a produtividade da empresa para um cenário econômico e mais eficiente. Essa tecnologia bem aplicada à documentos fiscais faz toda a diferença, tanto no custo operacional, quanto na segurança e disponibilidade da informação.

Os documentos fiscais precisam estar em ordem, não só por uma questão e lógica de segurança, já que eles são um registro valioso da legalidade da empresa, mas também por uma questão de ganho e produtividade na hora de prestar contas. O fisco não deve ser um vilão em momentos de declaração, ou fiscalização, de impostos.

Estar com os documentos em dia, organizados e acessíveis faz toda a diferença. A sonegação de impostos não é apenas uma tática corrupta proposital, ela pode ser realizada por engano, simplesmente pela falta de organização de dados, perda de informação, ou indisponibilidade na hora de prestar contas. E se pararmos para observar vantagens de se usar tecnologia cloud não param por ai.

O simples uso do cloud retira da planilha de custos da empresa, investimentos altíssimos em servidores, porém a redução não se restringe ao hardware, o custo do equipamento é o de menos. O mais impactante em sistemas de armazenamento são todos os gastos com energia, defesa física dos equipamentos, defesa lógica contra ataques digitais, backups, manutenção, pessoal especializado, e acima de tudo, o tempo gasto para se gerir todas essas facetas da infraestrutura, todos os dias, ainda mais em sistemas de alta performance.

Assim, ter seus documentos protegidos por rotinas de segurança profissionais, tem seus dados e prestações de contas à mão, aliados a economia de gastos de infraestrutura e tempo operacional, fazem do clou a opção mais lógica, produtiva e vantajosa. Vale a pena considerar seu uso. Lembre-se, seus documentos são um patrimônio e também precisa ser bem gerenciado.

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